velas culturais e nossos prefeitos

Joe Edman 17jun10

Num belo dia de ócio executivo um de nossos prefeitos e seus acessores e bufões  – num destes raros momentos em que vários idiotas juntos conseguem ter boas idéias – inventaram o projeto das velas culturais.

Pra quem não conhece ou não se lembra mais (nós brasileiros temos este defeito de fábrica), as velas culturais são aquelas construções horríveis que temos em várias de nossas praças espalhadas pelo município de Jequié (colocaram em alguns distritos também) onde a prefeitura prestava um serviço de acesso à internet e a computadores com aulas de informática à população de baixa renda.

Devo admitir que foi uma ótima idéia, embora implementada de forma muito estranha. Isto sem mencionar a fábula de dinheiro que foi gasto pra construir os prédios e montar toda a estrutura de computadores, móveis, acesso a internet, etc… dizem que a grana que eles gastaram dava pra colocar 3 velas culturais em cada praça de Jequié.

Tudo muito bom, tudo muito bonitinho e funcionando de forma maravilhosa. Até que acaba o mandato e o prefeito faz um sucessor que toca o “barco” e mantem as velas asteadas e funcionando. Uma maravilha…

Até que num belo dia o então novo prefeito e o prefeito anterior que o fez com sucessor – amigos inseparáveis que eram – brigam feio. Ocorre o racha. E quase que imediatamente, uma a uma, as velas culturais são sucateadas e começam a fechar suas portas à comunidade. Como se a comunidade tivesse algo que ver com a briga dos ex-amigos de infância.

Este prefeito logo depois gastou fábulas de dinheiro comprando vários imóveis pela cidade (o antigo SuperLar virou a nova biblioteca, o antigo Cine Auditório virou casa de shows, o antigo INPS virou Casa de Itália, mas nunca abriu as portas, inclusive a inauguração foi feita com o imóvel ainda sem energia. E por aí vai…) mas as úteis velas culturais foram propositadamente ignoradas e se tornaram elefantes brancos e amarelos horríveis espalhados em nossas praças.

Espero que o prefeito atual olhe pra estas construções e lhes dê alguma utilidade. E eu ainda sonho com o dia em que os nossos governantes passem a pensar no bem público como uma empresa que deve ser gerida com continuidade e parem de deixar morrer todos os projetos dos prefeitos anteriores por simples capricho ou infantilidade.

O Rio é Aqui também

Joe Edman 08abr10

Todos estamos vendo através dos meios de comunicação o grande estrago que a chuva tem feito lá no Rio enquanto digito este texto.

Acabei me lembrando que em janeiro deste mesmo ano de 2010, enquanto nosso avião sobrevoava a cidade de São Paulo à noite esperando a vez pra pousar em Guarulhos, dava pra ver do avião as marginais do rio Tietê completamente alagadas… as águas tinham tomado tudo. Se de cima dava pra ver o quanto a coisa tava feia, imagine os coitados lá embaixo tentando chegar em casa com aquele caos todo.

Aí eu imagino o seguinte: tenho certeza que naquele momento os cariocas (e também nós pelo Brasil) estavam assistindo aquilo tudo da TV e sentindo pena dos paulistas sem sequer imaginar que em apenas dois meses, aquilo – ou pior – estaria acontecendo com eles mesmos. Hoje são os paulistanos que estão assistindo a tudo pela TV e certamente – por terem passado pelo mesmo problema recentemente – se condolescendo de seus vizinhos.

Continuo meu pensamento afirmando que nós aqui que sempre vimos estes alagamentos malucos pelos jornais provavelmente também achamos que nada parecido pode acontecer em nossa pacata cidade. Que é impossível algo nestas proporções.

Pois eu digo que é possível:

Hoje uma pequena chuva tem caído em nossa cidade. Passeando pelas ruas já dá pra ver o tamanho do impacto que uma chuvinha dessas já causa por aí. A 2 de julho – que foi somente onde eu ví – estava com a água no limite pra entrar nas lojas mais baixas. O escoamento não dá conta de uma chuvinha destas… quiçá se chover aos torrilhões como está acontecendo lá no Rio ou como houve em janeiro em Sampa.

Quando construiu aquela porcaria que chamam de praça Rui Barbosa, o prefeito anterior se cercou de gente “muito bem intencionada” e, juntos, fizeram um trabalho de gênio naquele lugar. Um belo exemplo são as lojas que ficam embaixo do belvedere que foram construídas abaixo do nível da praça. Qualquer chuva pouca que caia, os comerciantes daquele lugar se dão com uma cachoeira de água suja que desce pelas escadas laterais e que depois, sem nenhuma cerimônia se vão a penetrar em seus estabelecimentos. O coitado do engenheiro que projetou aquilo lá desconhece as forças de São Pedro e menos ainda respeita a lei da gravidade. Qualquer pedreirozinho que faz bicos mal feitos por aí saberia que aquilo seria um desastre… “Mas e daí? Quem liga? A grana já tá no bolso mesmo!”

E pra terminar vamos agradecer aos nossos cidadãos jequieenses e – por extensão – os do Rio e de Sampa. Obrigado seus maleducados! Pelos papéis e sacos plásticos que vocês jogam nas ruas todos os dias! Obrigado a quem embola e joga no chão aquele papelzinho da mãe de santo chato que um outro idiota fica entregando na esquina. Valeu aí por aquele copinho descartável que você descartou na rua porque a lata de lixo tava muito longe. Valeu aí você – dono daquele restaurante – que tapa aquele bueiro com peneus cortados só porque o danado fica na porta da sua loja e você não quer que aquele cheiro atrapalhe suas vendas. E por último, mas não menos importante, valeu aí senhores doutores engenheiros super inteligentes que projetam os sistemas de escoamento das cidades. Vocês são tudo gente boa. Devemos tudo a vocês…

Não quero ser o mensageiro da desgraça, mas sugiro aos jequieenses que comprem logo suas canoas, lanchas e jet-skys (para os mais abastados, é claro) pois quando rolar qualquer chuva mais importante nosso centro vai ser completamente navegável. E aí não mais assistiremos aos alagamentos pela TV e sim pela janela.

O Dilema do JTC

Joe Edman 09jun09

JTC significa “Jequié Tênis Club”. Pelo nome, logicamente era para ser um clube de tênis. Mas o que menos se faz naquele espaço é a pratica do nobre esporte. Tanto que os campeonatos de tênis tiveram que se organizar e criar um espaço próprio lá pelas bandas do Clube dos Maçons.

Lembro muito bem de um episódio que me ocorreu uma vez. Ainda no final da década de 80, um primo meu que de Rio Branco (AC) veio passar uns dias em nossa casa. Ao passar na frente do JTC ficou muito empolgado para jogar um pouco. Pegou sua raquete e bolas, se arrumou e foi ao clube. A sua surpresa é que na quadra de tênis do clube estavam armando um palco. Era o prenúncio do que viria acontecer nos anos seguintes.

Piscina do Jequié Tenis Club - Foto: Blog do Wilson Novaes Jr.

Piscina do Jequié Tenis Club - Foto: Blog do Wilson Novaes Jr.

Além da prática do tênis, o JTC também oferece aos seus associados algumas quadras e piscinas. Era tudo de bom ir pro “tênis” no sábado tomar um sol e um banho de piscina, bater um babinha com a galera enquanto os filhos se divertiam. Belos tempos também os bailes de formatura, casamentos e outros grandes eventos que se realizavam no salão de festas do clube.

Mas sucessivas gestões desastrosas levaram o JTC à bancarrota, o descuido com a manutenção afastou os membros. O clube perdeu a maioria dos associados e também a sua força. Isto fez o clube ter que se sujeitar a alugar as suas dependências para que shows fossem montados em suas quadras. A ótima localização e infra-estrutura fez com que o clube fosse o lugar preferido para se realizar tais shows e festas.

A coisa foi longe demais. Os dirigentes do clube – que provavelmente moram bem longe dele – se esqueceram que o clube se localiza no centro da cidade e que ainda existem centenas de vizinhos nas adjacências e redondezas que simplesmente não conseguem dormir quando tem uma festa. Inicialmente era uma ou outra festa realizada de vez em quando. Mas nos anos mais recentes tinha festa quase toda semana. Chegou ao cúme de se realizar um enorme evento pentecostal que durou quase uma semana consecutiva, com apresentações que iniciavam as 20 horas e praticamente não tinha hora para acabar. Eu que morava na época a quase 600 metros do local, ouvia alto os berros dos pastores que devem pensar que Jesus é surdo. Imagine quem é vizinho de porta do clube? Devia ser um inferno.

Agora que a justiça interveio e pôs – literalmente – um fim à festa. Os dirigentes estão desesperados para encontrar uma solução que faça o “tênis” manter a arrecadação. Provavelmente não vão conseguir se acharem que o único caminho é alugar o evento pra festas. Apegos históricos à parte, acho que o tempo do JTC já passou. Quem tem grana para ser sócio não precisa do clube porque tudo que o clube oferece ele tem em casa. E quem não tem e quer usufruir do clube provavelmente não tem grana pra ser sócio.

Eis o dilema. É uma pena que o clube esteja tão largado. Talvez uma gestão mais criativa conseguiria dar um rumo e salvar o clube, torço por isso!

Jequié dominada pela Dengue

Joe Edman 16fev09

Em nossa cidade praticamente não há leitos nos hospitais. Nos postos de atendimento há filas. Praticamente todo mundo teve dengue entre dezembro e fevereiro. Eu mesmo tive e praticamente perdi 15 dias de trabalho. Alguns morreram segundo ouvi, 4 pessoas! Isso é um absurdo!

As autoridades estão tentando – tarde demais – contornar o problema. Os bombeiros se mobilizaram com os agentes de saúde e estão visitando todas as casas. A Polícia Militar também se prontificou. Ontem (dia 15 de fevereiro) tivemos até helicóptero da PM sobrevoando a cidade atraz de possíveis focos do mosquito ou de caixas destampadas ou aberrações calamitosas ainda piores. Como o exemplo desta olaria no bairro do Curral Novo que além de produzir tijolos faz o favor social de também produzir mosquitos da dengue de graça para toda a região (veja na foto).

dengue-olaria-curralnovo

Olaria no Curral Novo com um imenso lago verde de água parada.

E enquanto as pessoas morrem ou se desidratam com esta virose louca que se abateu sobre nossa cidade. Nossos políticos só pensam em cargos. Não deixam o prefeito um minuto em paz. Todo mundo quer mamar nas tetas do novo governo municipal.

E talvez por isso ou talvez não, nosso novo prefeito está doente, não duvide que seja dengue também! O que você acha? Eu tenho quase certeza!

A foto eu peguei aqui no blog do Marcos Oliver.

E a praça?

Joe Edman 12set08

Pronto! Finalmente a bendita praça foi inaugurada com pompa, circunstância, fogos, apresentações, CD do Roberto Carlos e muita gente. Foi uma loucura! Nunca ví tanta gente naquela praça de uma vez!

O PISO

Agora que a poeira baixou já dá pra ver que a praça ficou parecida esteticamente mas estruturalmente muito diferente do projeto. A começar pelo chão. QUE DROGA DE PISO É AQUELE DA PRAÇA? Simplesmente horrível. O projeto sugeria algo como um piso de terracota ou algo parecido. Mas colocaram cimento batido colorido… Pode um negócio desses?

O BUSTO

O busto do patrono da praça, o Rui Barbosa, o que deveria ser – supostamente – o grande destaque da praça, ficou lá em cima onde ficava o antigo (e finado) monumento chamado “Canhões de Navarone” totalmente escondido num ambiente sem luz. Chega até ser perigoso ficar lá em cima a noite. Ouvi o prefeito falar que já solicitou mais três postes lá pra cima mas só vendo pra crer…

A FONTE

A fonte luminosa – a grande estrela da nova praça, e que provavelmente tem tudo pra ser figurinha fácil como o novo cartão postal de nossa cidade – é uma decepção. É até bonitinha mas poderia ser um pouco mais robusta! Frágil, parece que foi feita de última hora por quem não entende direito do assunto e dá a impressão de que vai pifar a qualquer momento!

Ainda sobre a fonte: PORQUE RÁIOS ELES NÃO LIGAM A FONTE DURANTE O DIA?! No calor de Jequié, a praça ficou parecendo uma grande chapa de cimento projetada para assar os transeuntes que corajosamente atravessam a praça durante o dia. Uma das funções de uma fonte em qualquer parte do mundo é REFRESCAR, gente! REFRESCAR!!!! A fonte seria um oásis no meio daquela verdadeira assadeira de cimento e amenizaria um pouco refrescando quem por ali fosse obrigado a passar! Mas os nossos administradores inteligentíssimos (e que, com certeza, não vão na praça durante o meio-dia) deram ordens expressas para que a fonte ficasse DESLIGADA durante o dia! Nem sei mais o que falar disso!

AS BARRACAS

Ter dezenas de opções de lanches na praça foi o que transformou a nossa praça – falo da antiga ainda – em um verdadeiro ponto de encontro dos fins de tarde. As primeiras foram as baianas e seus acarajés que estão lá desde que me entendo por gente. Depois veio pipoca, cachorro quente, pasteis, churros, esfirras, tapiocas, pizzas, crepes e por aí vai…

Uma das melhores coisas que fizeram na praça foi dar condições dignas de trabalho para os vendedores de guloseimas. Agora com as barraquinhas padronizadas, as condições de trabalho, higiene melhoraram trazendo mais conforto e segurança pra quem vai lá comer alguma coisa. Eles todos se organizaram em torno de uma associação que reivindicou junto a prefeitura – e foram atendidos – por melhores condições.

CHURROS

Mas eu quero falar de um caso em particular de injustiça que mexeu comigo e que – espero – mexa com quem ler isto também. Um dos vendedores da praça foi abandonado na hora de repartir as barraquinhas. Foi o vendedor de CHURROS. Eu sei disso porque quando fui na praça com minha filha, a primeira coisa que ela me perguntou foi: “Pai, eu quero churros! Onde é a barraquinha de churros?” E lá fui eu procurar. E não achei! Porque não tinha.

Aí eu ví lá perto da Loteria Cristal o velho e humilde carrinho de churros. Eu não acreditei e fui lá! Quando perguntei ao rapaz dos churros porque ele não tinha uma barraquinha também! Ele falou que ESQUECERAM DELE!!! Apesar de ele fazer parte da associação ele não foi contemplado com uma barraquinha. Ao passo que 4 (QUATRO) novas barracas foram dadas a pessoas que não tinham negócio algum na praça antes! Apenas por política! Enquanto o rapaz dos churros está ali vendendo churro há uns 20 anos! E eu posso confirmar isso porque sempre comprei com ele no mesmo lugar!!!

Mesmo que tivesse faltado barracas isso seria horrível! Mas não faltou! Gente isso é uma vergonha! Deixaram um dos mais antigos vendedores da praça de fora e distribuiram barracas para gente que nunca teve nenhum negócio na praça! Apenas por pura e simples politicagem! Essa é a nossa Jequié Cidade Sombra que tanto falo aqui! Pura sujeira! Se alguém que ler isto puder fazer alguma coisa pelo cara dos churros para conseguir uma barraca pra ele na praça e corrigir esta terrível injustiça, que faça! Por favor!

O BELVEDERE

Foi muito bom o que fizeram com o Belvedere. Tiraram aquele maldito antro que misturava música ruim, bêbados e criminosos vendendo drogas e transformaram em um (fraco) memorial da praça, banca de revista, lan-house, bancos 24 horas, banheiros públicos. Bem melhor! Se bem que qualquer coisa seria melhor do que estava antes… até nada…

O QUE MAIS?

Ainda falta muita coisa pra fazer pra deixar a praça suficientemente confortável. O trânsito em torno da praça ainda está terrível. A construção da praça praticamente destruiu o asfalto que a circundava. As ruas estão completamente esburacadas. Falta segurança contínua na praça. Já pegaram marginais roubando lâmpadas e tentando retirar as ferragens das fontes luminosas. As latas de lixo que colocaram na praça são muito poucas e as poucas que colocaram são muito pequenas. Sequer pensaram em latas de lixo para coleta seletiva. Praticamente não há sombras na praça porque sobraram poucas árvores da antiga praça. A lista é grande…

FINALIZANDO

Fora os pontos acima, foi uma boa aquisição para a cidade. O cidadão ganhou a atenção nesta praça. Um local para encontros. Pra passeio. Pra fazer um lanche no fim de tarde. Faltava um lugar assim por aqui!

Mais notícias de Jequié

Joe Edman 01set08

Aqui vai uma pequena lista com dicas de blogs de Jequié (não são concorrentes) que trazem notícias sobre nossa cidade. Quer se informar? Acesse!

Sobre algumas coisas

Alex Lopes 03ago08

Provérbio chinês: Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que já possuímos.

Então Jequié terá um curso superior de medicina. Inegável avanço para nosso campus. Uma pergunta apenas: Governador, é só isso? Além da implatanção de tão sonhado curso o sr. não vai efetuar nenhuma melhoria nas instalações atuais da universidade?

Criar novo curso é muito bom, repito. Porém a urgente contratação de servidores e atualização técnica/tecnológica do campus Jequié se faz premente!

Já perdi a conta de quantos terceirizados possuímos. Não reclamo deles, profissionais dedicados, porém não compromissados. Que podem até concorrer num possível concurso para a tão desejada efetivação.

Ahhh! Mas existem as seleções simplificadas… Quem te viu quem te PT… Tanto falva mal do outro governo e anda só contratando através de Reda, enquanto a promessa do super concurso estadual permanece etérea.

Obrigado, governador, pelo anúncio do curso de medicina. Mas esperamos mais do governo para uma cidade que tanto se empenhou para sua eleição.

Olá e Vamos em Frente

Alex Lopes 02ago08

Cá estava eu bem sossegado em minha casa quando recebi um convite inusitado: postar o que quisesse neste sítio. Um convite que me encheu de orgulho, tanto que quase saí voando igualzinho à Tia Guida. Mas como sou sequinho não sofri deste mal.

Meu caro amigo e irmão Joe Edman me incumbiu desta agradável tarefa e aqui vamos. Como não tenho pauta específica vou seguir à risca a ordem.

Comecemos pelo… por… err… Bem, sobre o quê vou escrever? Sabe que não sei? Que tal sobre meus gostos e preferências??? Ahh não! O navegante vem parar aqui neste brejo por acaso ou acidente e ainda se vê obrigado a engolir as ladainhas de um desconhecido presunçoso??? Nem pensar. Melhor compartilhar mensagens políticas mordazes (já que o momento é propício), mas é um caminho muito simples de trilhar. Aqui de longe (estou morando a 370 km de Jequié) metendo o pau e sem dar a cara pra receber a réplica… Não faz o meu estilo.

Melhor mesmo escrever amenidades, curiosidades e que tais. Como a singela história da adolescente inglesa de 17 anos que foi supostamente esquartejada pelo namorado brasileiro em Goiânia. Muito atual e comovente. Justo quando o País faz maciça campanha no exterior para atrair turistas… Saiba, caro navegante que os zunidos mais letais do Rio de Janeiro não são do mosquito do dengue e sim das balas traçantes da guerrílha urbana carioca… Como visitar uma selva tão selvagem quanto a nossa? A redundância é proposital!

Mas também não quero abusá-lo com estas mazelas corriqueiras de nosso cotidiano do dia-a-dia (novamente proposital). Melhor não escrever mais nada e aguardar o jogo do mengão que surpreende pela campanha, afinal todos os rubro-negros sóbrios já sabiam que não temos time e que o Caio tá fazendo milagre!

Até a próxima, se a preguiça permitir!

Será Olho Grande?

Joe Edman 31jul08

Acabei de ver a seguinte notícia no Painel de Notícias:

Uma liminar expedida pela Juiza da 3ª Vara Cível, Dra. Maria Lúcia Ramos Prisco Cardoso, impede o comerciante Gilson Brito da Silva, de assinar e fornecer escritura do terreno por ele vendido à rede de supermercados G. Barbosa na avenida César Borges. A liminar foiexpedida em acatamento à medida cautelar requerida pelos Supermercados Cardoso Ltda. O grupo G. Barbosa tem previsão de iniciar dentro de 60 dias a construção de um hipermercado na área. O supermercado Cardoso, já deu inicio a construção de um hipermercado a uma distância de pouco mais de 50 metros de distância do outro terreno. Gilson Brito, disse que está aguardando a chegada nas próximas horas, de advogados do setor jurídico do G.Barbosa, para em seguida adotar as providências cabíveis. (original aqui)

Impressionante isso… nem é preciso dizer muito né? Será medo?

Os empresários atrazados de nossa cidade podem ficar com a cabeça quente porque as grandes empresas estão vindo pra concorrer forte. Quem não estiver preparado vai afundar. Não importa se o G. Barbosa for instalado a 50 metros ou a 5 kilômetros do Cardosão… tenho certeza que todo mundo vai comprar no que oferecer o melhor preço. E se o Cardoso continuar com a política de preços que tem, o G. Barbosa pode se instalar em Jitaúna…

Ostracismo

Joe Edman 16jun08

Gosto muito de saber o significado histórico das palavras. A origem delas, porque são usadas e qual significado original delas. Passeando pelo Wikipédia, me deparei com o significado histórico do verbete “ostracismo”. Quem quiser ver o que a Wikipédia diz clique aqui

A parte que mais adorei foi esta que cito aqui:

[...]Ostracismo era uma forma de punição política empregada inicialmente pelos atenienses. Significava a expulsão política e o exílio por um período de 10 anos. Seus bens ficavam na cidade e ele se tornava como estrangeiro. [...] O político que houvesse proposto projetos e votações para beneficio próprio para retonar para a tirania era candidato certo ao ostracismo. [...] A votação era feita inicialmente pela assembleia de Atenas. Se a votação tinha como resultado voto favorável ao ostracismo então uma votação pública era feita dois meses mais tarde. Se o resultado final fosse confirmado o político tinha 10 dias para deixar a cidade. Poderia voltar depois de 10 anos ou se outra assembleia seguida de votação pública trouxesse perdão. [...]

Hoje em dia a palavara “ostracismo” significa algo como “esquecimento”. Isso chega a sugerir o significado original mas o que importa é que este mecanismo políticos que os gregos tinham poderia ter sido a maior contribuição deles para a nossa política atual. Digo que “poderia ter sido” porque os políticos atuais jámais implementariam em nosso sistema político algo que os atingissem diretamente. Se alguma coisa assim existisse em nossa política, posso afirmar que três quartos de nosso congresso nacional já estariam impedidos – pelos próprios eleitores – de usarem a política para seus interesses.

Claro que este mecanismo teria que ser adaptado para a atualidade. Não sei de nenhum caso de política moderna que utilize algo parecido. Falando em sistemas políticos democráticos alternativos, devíamos dar uma boa olhada no sistema político da Suiça. É algo completamente diferente de tudo que eu já ví. Qualquer dia eu falo dela.


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Precisamos de uma revolução de idéias pra tirar nossa ex-Cidade Sol do fundo do poço político, cultural e intelectual em que ela se encontra...