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	<title>Jequié - Cidade Sombra &#187; Ieda Sampaio</title>
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	<description>Jequié precisa de uma revolução de idéias pra  sair  do fundo do poço em que ela se encontra... até lá, nossa ex-Cidade Sol agora é Cidade Sombra!</description>
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		<title>Acessibilidade</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Sep 2006 22:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase que a gente não valoriza a nossa capacidade de se mover, de se deslocar; a menos que tenhamos sofrido algum imprevisto ou, por qualquer motivo ou acidente, a gente se veja limitado ou impossibilitado de andar ou frequentar os lugares por onde as pessoas naturalmente andam, a gente não discute o assunto.
Nosso direito de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase que a gente não valoriza a nossa capacidade de se mover, de se deslocar; a menos que tenhamos sofrido algum imprevisto ou, por qualquer motivo ou acidente, a gente se veja limitado ou impossibilitado de andar ou frequentar os lugares por onde as pessoas naturalmente andam, a gente não discute o assunto.</p>
<p>Nosso direito de ir e vir, garantido pela Carta Magna brasileira é, sim, constantemente limitado pelas muitas barreiras arquitetônicas de nosso País.</p>
<p>Este fim de semana estive observando em Salvador, nossa capital turística, as tantas barreiras que temos que enfrentar.</p>
<p>E fiquei pensando: estou aqui na rodoviária soteropolitana, com uma mala de rodinha e com alça (rs) e peno para chegar até o guichê e comprar a passagem. Há dois lances de escadas tanto no caminho que me leva do ponto do ônibus ao primeiro andar da rodoviária quanto deste espaço aos estandes de vendas das passagens.</p>
<p>E se eu tivesse alguma limitação física? E se eu estivesse de cadeira de rodas ou de muletas?</p>
<p>No Brasil há legislação que regulamente este estado de coisas. A Lei de acessibilidade &#8211; <a href="http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=43">Decreto lei 5296</a> é relativamente novo (2004), mas já é hora de ser cumprida, ao menos nos espaços de grande movimentação pública.</p>
<p>Aqui em Jequié é simples perceber que todos os Planos Diretores elaborados até o momento<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/1600/jequie.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/320/jequie.jpg" border="0" /></a> contemplaram apenas os veículos. Há ruas &#8211; não todas! &#8211; pavimentadas e muitas delas estão asfaltadas até. (Vale ressaltar que os bons engenheiros civis entendem que esse tipo de cobertura das ruas aumenta a temperatura da cidade e a impede de respirar. Depois falaremos disso).</p>
<p>Os passeios possuem árvores que dificultam a passagem das pessoas que são obrigadas a disputarem com veículos automotores o espaço. Um perigo eminente!</p>
<p>Abaixo, faço questão de colar uma parte do Capítulo III da lei mencionada acima, que dispões sobre as Condições Gerais da Acessibilidade, para conhecimento dos meus dois leitores:</p>
<p>Art. 8o Para os fins de acessibilidade, considera-se:</p>
<p>I &#8211; acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;</p>
<p>II &#8211; barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se comunicarem ou terem acesso à informação, classificadas em:</p>
<p>a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público;</p>
<p>b) barreiras nas edificações: as existentes no entorno e interior das edificações de uso público e coletivo e no entorno e nas áreas internas de uso comum nas edificações de uso privado multifamiliar;</p>
<p>c) barreiras nos transportes: as existentes nos serviços de transportes; e</p>
<p>d) barreiras nas comunicações e informações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos, meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, bem como aqueles que dificultem ou impossibilitem o acesso à informação.</p>
<p>Além das barreiras, algumas soluções:</p>
<p>Art. 15. No planejamento e na urbanização das vias, praças, dos logradouros, parques e demais espaços de uso público, deverão ser cumpridas as exigências dispostas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT.</p>
<p>§ 1o Incluem-se na condição estabelecida no caput:</p>
<p>I &#8211; a construção de calçadas para circulação de pedestres ou a adaptação de situações consolidadas;</p>
<p>II &#8211; o rebaixamento de calçadas com rampa acessível ou elevação da via para travessia de pedestre em nível; e</p>
<p>III &#8211; a instalação de piso tátil direcional e de alerta.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Dentre outros direitos, vale a pena dar uma olhada em todo esse decreto.</p>
<p>Conclusão: direitos existem. Restam ser atendidos.</p>
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		<title>Baleiro Jovem &#8211; O Averso&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Aug 2006 16:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[baleiro jovem]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Penso que todo morador daqui já viu a nova invenção do Baleiro Jovem.
Agora ele anda com um carrinho de lixo transformado em carro de som, onde propaga os candidatos a deputados federal e estadual que lhe pagam por isso.
É algo típico do Baleiro e já faz parte da cultura desta cidade de Jequié ver o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que todo morador daqui já viu a nova invenção do Baleiro Jovem.</p>
<p>Agora ele anda com um carrinho de lixo transformado em carro de som, onde propaga os candidatos a deputados federal e estadual que lhe pagam por isso.</p>
<p>É algo típico do Baleiro e já faz parte da cultura desta cidade de Jequié ver o baleiro para cima e para baixo vendendo balas e chicletes ou, na época das eleições, &#8216;vendendo&#8217; a imagem de políticos.</p>
<p>(Nâo vou questionar isso: comportamento dos políticos equivocados dessa cidade&#8230; Rrrum!).</p>
<p>Só vendo a foto que Joe vai tirar!</p>
<p>Entendo que o Baleiro Jovem precisa fechar as contas e terminar de construir seu hotel (dessa eu não sabia! Rs.).</p>
<p>Só não acredito que tão cedo ele possa conseguir uma vez que não deve receber um salário digno de quem expoe com tanta coragem sua imagem muitas vezes debaixo do sol causticante de Jequié.</p>
<p>Ele é um símbolo de brasileiro que é persistente.  Do homem que busca, de todas as formas, garantir, ao menos, sua sobrevivência. Do sujeito que, com criatividade, encontrou uma forma &#8211; simples &#8211; de trabalhar pois, com certeza, não foi-lhe oportunizada uma educação de qualidade para permitir que o Baleiro tivesse maiores e melhores chances na vida.</p>
<p>E o Baleiro Jovem está nas ruas, com sua versão de carro-de-som-capacete. Retrovisores acoplados nas laterais e um alto-falante em cima com a bateria na mochila! Algo digno de nota! Ele tem coragem. Eu o admiro! Eu não consigo andar na rua sem camisa&#8230; Rs. Nem posso!</p>
<p>Agora cá pra nós! Associar a imagem de político à uma lata de lixo é algo muito sugestivo, não é?</p>
<p>E também engraçado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>E a beleza da cidade?</title>
		<link>http://www.jequienet.com/cidadesombra/2006/07/22/e-a-beleza-da-cidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Jul 2006 20:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu gosto do entardecer&#8230;
Muito.
Não é totalmente noite
Nem completamente dia
Uma mesclagem de luz com escuridão
Próprio para os românticos&#8230;
Quando eu era pequena ficava olhando à tardinha o pôr do sol.
Meu bairro estava em construção
E o sol se punha por detrás de um casebre que tinha
No alto do morro
Em frente à minha casa.
Era uma choupana&#8230; Sombreada por raios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto do entardecer&#8230;<br />
Muito.<br />
Não é totalmente noite<br />
Nem completamente dia<br />
Uma mesclagem de luz com escuridão<br />
Próprio para os românticos&#8230;</p>
<p>Quando eu era pequena ficava olhando à tardinha o pôr do sol.<br />
Meu bairro estava em construção<br />
E o sol se punha por detrás de um casebre que tinha<br />
No alto do morro<br />
Em frente à minha casa.<br />
Era uma choupana&#8230; Sombreada por raios vespertinos<br />
Quanta beleza!<br />
Uma imagem digna de fotografia&#8230;<br />
Digna de imortalidade.<br />
Então construíram uma mansão naquele lugar<br />
Que prejuízo&#8230;</p>
<p>O alto da Prefeitura Municipal,<br />
A repentina descida do Viaduto,<br />
A passarela que liga o Centro Industrial ao Joaquim Romão&#8230;<br />
Linda a cidade de Jequié!<br />
O canto da cigarra.</p>
<p>E se todo o tempo fosse o entardecer?<br />
E pudéssemos contemplar a interface&#8230;<br />
E o feitiço de Áquila fosse suspenso?</p>
<p>Haveria monotonia<br />
Porque o belo é belo por sua escassêz.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Imprensa e Julgamento de Valor</title>
		<link>http://www.jequienet.com/cidadesombra/2006/06/26/imprensa-e-julgamento-de-valor/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jun 2006 18:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ainda estava numa das minhas licenciaturas quando começamos a pensar sobre a diferença entre lixo informativo e notícias de valor para o bem comum.
Claro que é necessário que se tenha uma certa tolerância quanto aos equívocos e muitos erros de português que cometem as pessoas ligadas à imprensa escrita e falada daqui de Jequié: estamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/1600/imprensa.0.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/320/imprensa.0.jpg" border="0" /></a></p>
<p>Ainda estava numa das minhas licenciaturas quando começamos a pensar sobre a diferença entre lixo informativo e notícias de valor para o bem comum.<br />
Claro que é necessário que se tenha uma certa tolerância quanto aos equívocos e muitos erros de português que cometem as pessoas ligadas à imprensa escrita e falada daqui de Jequié: estamos quase no fim do mundo, numa cidade pobre do interior da Bahia. Nordeste. Brasil. Sul da América.<br />
Podemos ser medíocres e falar ou escrever mal? Até que sim. Temos nosso contexto. Embora a academia grite que não é admissível que o profissional da língua erre tanto.<br />
Mas o que não me permite continuar calada é o julgamento de valor realizado em minha cidade como se o locutor, o repórter, o comentarista da imprensa possuísse amplo conhecimento e vasta leitura acerca dos diferentes fatos ocorridos. Ou dos que nem sequer ocorreram. Isso, não, minha gente! Não posso tolerar!<br />
Dia desses resolvi ouvir um pouco de uma de nossas FM&#8217;s daqui. Era um programa &#8216;jornalístico&#8217;. E o locutor falou que Fidel Castro havia afirmado que Cuba seria o lugar mais seguro do mundo para se morar. O locutor falou e riu. Em plenas gargalhadas. Uma coisa deplorável.<br />
Estamos num País dito democrático. Penso que podemos questionar uma democracia em que se fala o que se quer &#8211; tem-se plena liberdade de expressão &#8211; mas não se tem um povo devidamente alfabetizado e educado.<br />
Democracia sem educação não é democracia.<br />
Além do mais, mesmo não sendo do ramo do jornalismo eu imagino que deva haver por lá, por sua legislação, algo ligado à Ética. Esta, necessária em qualquer espaço humano.<br />
Pois bem. Também deve haver por lá algo próximo da tão famosa neutralidade. Se não, que seja obrigatório!<br />
<a href="http://www.piratininga.org.br/entrevistas/guareschi-apapalvra.html">Pedrinho Guareschi</a> já havia se pronunciado sobre o assunto em seu livro Sociologia Crítica (vale a pena dar uma lida!).<br />
Tudo bem que ser neutro é humanamente impossível. Nunca estamos isentos de gostar ou não gostar de branco.<br />
A risada grotesca daquele jornalista de quem nem sei o nome &#8211; e pretendo não saber mesmo pois detesto ter raiva das pessoas &#8211; ainda soa desgraçadamente em meus ouvidos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>De costas para o Rio das Contas.</title>
		<link>http://www.jequienet.com/cidadesombra/2006/05/18/de-costas-para-o-rio-das-contas/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 May 2006 22:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Contas]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanização]]></category>

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		<description><![CDATA[
É uma pena&#8230;
Nenhum rio merece maus tratos.
O Rio das Contas é um sinal da cidade de Jequié. Patrimônio de seu povo.
Como conseguimos deixá-lo tão só, tão desprezado?
Um rio tão lindo, tão grande&#8230;
A cidade de Jequié cresceu de costas para o Rio.
Em quase todo o seu curso dentro desta cidade as construções foram feitas tendo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/1600/Rio%20das%20Contas..jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/400/Rio%20das%20Contas..jpg" border="0" /></a><br />
É uma pena&#8230;<br />
Nenhum rio merece maus tratos.<br />
O Rio das Contas é um sinal da cidade de Jequié. Patrimônio de seu povo.<br />
Como conseguimos deixá-lo tão só, tão desprezado?<br />
Um rio tão lindo, tão grande&#8230;<br />
A cidade de Jequié cresceu de costas para o Rio.<br />
Em quase todo o seu curso dentro desta cidade as construções foram feitas tendo o Rio ao fundo. O quintal é o Rio. Então jogam dejetos, lixo&#8230;<br />
Em pouco tempo só nos restará mesmo registros fotográficos e literatura ou filmes para relembrarmos os bons tempos.<br />
(Ainda me lembro de, pequena, desfrutar de suas águas em inesquecíveis banhos com outras crianças!).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ponto de Vista: O Olhar Sob Um Ponto</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2006 16:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Social]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje eu passei a noite na casa de minha irmã Ivana.
Ela mora no mesmo bairro que eu: um lugar alto.  Penso que moramos nos morros mais altos da cidade.
De  lá, podemos ver quase toda Jequié.
Jequié é uma cidade que está numa zona de transição.
(Quiçá fosse assim também em sua política! Não vejo muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/1600/jeque.0.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/400/jeque.0.jpg" border="0" /></a></p>
<p>Hoje eu passei a noite na casa de minha irmã Ivana.<br />
Ela mora no mesmo bairro que eu: um lugar alto.  Penso que moramos nos morros mais altos da cidade.<br />
De  lá, podemos ver quase toda Jequié.<br />
Jequié é uma cidade que está numa zona de transição.<br />
(Quiçá fosse assim também em sua política! Não vejo muitas perspectivas de mudança!)<br />
Temos zonas de caatinga, mata de cipó.<br />
Também há a zona da mata. Uma delícia de lugar.<br />
Indo à Ilhéus, você passa por Jitaúna, Ipiaú&#8230; outras cidadezinhas. E percebe já a Mata Atlântica!<br />
No bairro do Mandacaru, aqui em Jequié, pode-se perceber os galhos retrucados, típicos das matas de cipó.<br />
Estamos no sertão.<br />
Poético, não é?<br />
Neste cantinho de interior da Bahia.<br />
Interior do Nordeste.<br />
Faz calor, sim, nesta cidade.<br />
Mas quando vem o inverno&#8230; Hungr! Faz frio. Sinceramente! Há pessoas que não acreditam.<br />
É curioso o clima entre a caatinga e a mata.<br />
Muito calor&#8230;<br />
Quando faz frio, faz frio (repito!).<br />
Estar na casa de minha irmã, como ia falando, significa poder refletir sobre os diferentes pontos de vista das pessoas.<br />
Num mesmo bairro. Praticamente na mesma rua, nós duas moramos.<br />
Eu vejo, de minha casa, a Matriz, as praças, a Primeira Igreja Batista e a casa onde funcionava o antigo INPS. (Isso deve ser sigla de Instituto Nacional de Providência Social, não me lembro&#8230; Hoje temos o SUS!).<br />
Vejo de lá o centro da cidade, o barulho dos carros.<br />
Tudo parece bem diferente do que é na casa de Ivana.<br />
Claro! Estamos em diferentes perspectivas: eu e minha irmã. Ou eu e eu. Quando estou em minha casa eu vejo a vida, a cidade de um jeito. Na casa de Ivana, as coisas tem outras formas. Percebo outros ângulos que antes não conseguia identificar.<br />
Eu me lembro de um fato em Alice no País das Maravilhas. Lá há um gato que vive perseguindo um ratinho. A pergunta é: você gostaria de gatos se fosse um rato?<br />
Ouvi um pensador &#8211; não me lembro quem &#8211; afirmar que o ponto de vista é sempre um olhar sob um ponto.<br />
Meu ponto de vista é e sempre será reduzido. Limitado, portanto.<br />
Talvez isso explique porque somos tão intolerantes com o outro. Por que somos tentados e pensar que somos melhores que o outro e alimentamos tanto tantos preconceitos. Os lingüísticos, os de raça, os de credo, os de posição econômica até.<br />
Estar numa cidade pobre e sofrida me permite pensar assim: preciso lutar contra mim para poder compreender o outro como ele é e aceitá-lo.<br />
As cactáceas de minha cidade de ensinam isso: ainda que a vida seja seca e difícil, posso produzir flores. Posso alimentar meu irmão e/ou ser simplesmente um referencial importante na abertura de sua visão.<br />
Que minhas percepções, certezas e concepções não me tentem a me ver maior ou melhor que eu sou.</p>
]]></content:encoded>
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