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	<title>Jequié - Cidade Sombra &#187; Descaso</title>
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	<description>Jequié precisa de uma revolução de idéias pra  sair  do fundo do poço em que ela se encontra... até lá, nossa ex-Cidade Sol agora é Cidade Sombra!</description>
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		<title>O Dilema do JTC</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[JTC significa &#8220;Jequié Tênis Club&#8221;. Pelo nome, logicamente era para ser um clube de tênis. Mas o que menos se faz naquele espaço é a pratica do nobre esporte. Tanto que os campeonatos de tênis tiveram que se organizar e criar um espaço próprio lá pelas bandas do Clube dos Maçons.
Lembro muito bem de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JTC significa &#8220;Jequié Tênis Club&#8221;. Pelo nome, logicamente era para ser um clube de tênis. Mas o que menos se faz naquele espaço é a pratica do nobre esporte. Tanto que os campeonatos de tênis tiveram que se organizar e criar um espaço próprio lá pelas bandas do Clube dos Maçons.</p>
<p>Lembro muito bem de um episódio que me ocorreu uma vez. Ainda no final da década de 80, um primo meu que de Rio Branco (AC) veio passar uns dias em nossa casa. Ao passar na frente do JTC ficou muito empolgado para jogar um pouco. Pegou sua raquete e bolas, se arrumou e foi ao clube. A sua surpresa é que na quadra de tênis do clube estavam armando um palco. Era o prenúncio do que viria acontecer nos anos seguintes.</p>
<div id="attachment_113" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-113" title="Jequié Tenis Club" src="http://www.jequienet.com/cidadesombra/wp-content/uploads/2009/06/clube-300x225.jpg" alt="Piscina do Jequié Tenis Club - Foto: Blog do Wilson Novaes Jr." width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Piscina do Jequié Tenis Club - Foto: Blog do Wilson Novaes Jr.</p></div>
<p>Além da prática do tênis, o JTC também oferece aos seus associados algumas quadras e piscinas. Era tudo de bom ir pro &#8220;tênis&#8221; no sábado tomar um sol e um banho de piscina, bater um babinha com a galera enquanto os filhos se divertiam. Belos tempos também os bailes de formatura, casamentos e outros grandes eventos que se realizavam no salão de festas do clube.</p>
<p>Mas sucessivas gestões desastrosas levaram o JTC à bancarrota, o descuido com a manutenção afastou os membros. O clube perdeu a maioria dos associados e também a sua força. Isto fez o clube ter que se sujeitar a alugar as suas dependências para que shows fossem montados em suas quadras. A ótima localização e infra-estrutura fez com que o clube fosse o lugar preferido para se realizar tais shows e festas.</p>
<p>A coisa foi longe demais. Os dirigentes do clube &#8211; que provavelmente moram bem longe dele &#8211; se esqueceram que o clube se localiza no centro da cidade e que ainda existem centenas de vizinhos nas adjacências e redondezas que simplesmente não conseguem dormir quando tem uma festa. Inicialmente era uma ou outra festa realizada de vez em quando. Mas nos anos mais recentes tinha festa quase toda semana. Chegou ao cúme de se realizar um enorme evento pentecostal que durou quase uma semana consecutiva, com apresentações que iniciavam as 20 horas e praticamente não tinha hora para acabar. Eu que morava na época a quase 600 metros do local, ouvia alto os berros dos pastores que devem pensar que Jesus é surdo. Imagine quem é vizinho de porta do clube? Devia ser um inferno.</p>
<p>Agora que a justiça interveio e pôs &#8211; literalmente &#8211; um fim à festa. Os dirigentes estão desesperados para encontrar uma solução que faça o &#8220;tênis&#8221; manter a arrecadação. Provavelmente não vão conseguir se acharem que o único caminho é alugar o evento pra festas. Apegos históricos à parte, acho que o tempo do JTC já passou. Quem tem grana para ser sócio não precisa do clube porque tudo que o clube oferece ele tem em casa. E quem não tem e quer usufruir do clube provavelmente não tem grana pra ser sócio.</p>
<p>Eis o dilema. É uma pena que o clube esteja tão largado. Talvez uma gestão mais criativa conseguiria dar um rumo e salvar o clube, torço por isso!</p>
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		<title>Só pra lembrar&#8230; porque temos memória curta!</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jun 2007 16:31:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jequié recebe quase R$ 110 milhões em novos investimentos
Jornal da Mídia &#8211; Quarta-feira, 26/10/2005 &#8211; 21:07
O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, José Luiz Pérez Garrido, autorizou, em nome do governador Paulo Souto, obras de infra-estrutura em Jequié para viabilizar a implantação de nova unidade da Calçados Ramarim do Nordeste Ltda. e da Branyl do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2005/10/26/Bahia/Jequie_recebe_quase_R_110_milhoes.shtml"><strong>Jequié recebe quase R$ 110 milhões em novos investimentos</strong></a><br />
<em>Jornal da Mídia &#8211; Quarta-feira, 26/10/2005 &#8211; 21:07</em></p>
<p>O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, José Luiz Pérez Garrido, autorizou, em nome do governador Paulo Souto, obras de infra-estrutura em Jequié para viabilizar a implantação de nova unidade da Calçados Ramarim do Nordeste Ltda. e da Branyl do Nordeste Comércio e Indústria Têxtil Ltda., a da Sofamix, do Grupo Chateau D’ax, bem como a recuperação da infra-estrutura do Distrito Industrial do município. O ato foi realizado na última segunda-feira (24), na Câmara Municipal, sob a presidência do vereador José Simões de Carvalho Filho, e contou com a presença do senador César Borges, do deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto, do prefeito Reinaldo Pinheiro e de vários ex-prefeitos da cidade, além dos empresários Marcos Mueller (Ramarim), Marcos Lebl (Branyl) e Murilo Xavier (Sofamix).</p>
<p>Em seu conjunto, os projetos representam a aplicação de quase R$ 110 milhões de investimentos privados, com perspectiva de gerar 1.800 empregos diretos, quando todos os empreendimentos estiverem funcionando plenamente. Em sua fala, Pérez Garrido salientou o grande esforço e empenho pessoal do governador do Estado para garantir a destinação dos recursos financeiros para as obras de infra-estrutura reclamadas por esses projetos. O secretário destacou ainda a participação do Senador César Borges e do deputado federal ACM Neto para a viabilização dos empreendimentos anunciados.</p></blockquote>
<p>E então?! Dois anos depois&#8230; O que será que foi feito com toda essa grana?! Cadê as empresas?! Cadê os tais 1800 empregos? E as obras de infra-estrutura?! E mais ainda? Cadê o senador e o deputado? Eu só os vejo pela TV Senado/Câmara&#8230;</p>
<p>Nosso povo tem memória curta&#8230; ainda bem que os computadores e a internet não tem! As eleições vem aí! Na hora de digitar seu voto procure lembrar na memória o que tem feito os nossos representantes por nossa cidade e região&#8230;</p>
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		<title>É Época da Trezena! Vamos no parque?</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jun 2007 05:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo ano do dia primeiro de junho até o dia 13 há a trezenda de Santo Antônio, uma espécie de quermécie, com barracas de comidas típicas juninas, ou bares nem tão típicos assim, e o parque!
Ah! O parque! A alegria das crianças com seus carrosséis, pula-pulas, escorregas, carrinhos, etc&#8230;
Besta que eu sou (claro! tenho uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo ano do dia primeiro de junho até o dia 13 há a trezenda de Santo Antônio, uma espécie de quermécie, com barracas de comidas típicas juninas, ou bares nem tão típicos assim, e o parque!</p>
<p>Ah! O parque! A alegria das crianças com seus carrosséis, pula-pulas, escorregas, carrinhos, etc&#8230;</p>
<p>Besta que eu sou (claro! tenho uma filha) eu levo Giullia ao parque e qual não é a minha surpresa ao perceber   &#8211; depois de comprar 3 ingressos a 2 Reais &#8211; o quanto eu fui enganado. Trouxa eu! Os brinquedos são tão velhos e enferrujados que eu fiquei com medo de deixar minha filha brincar em alguns pra ela não correr o risco de pegar tétano. Mas criança chora, esperneia, não quer saber se o brinquedo é velho, quer brincar e pronto! E depois de muita negociação deixei ela brincar num dos carrosséis de fibra que imitam carros horríveis com dois volantes, algo indescritível! E tá lá minha filha brincando como se estivesse sentada numa Ferrari. Tudo bem&#8230;</p>
<p>Vamos pro segundo brinquedo. Ela escolheu um pula-pula temático, com escorregas, tuneis e 2 touros sentados&#8230; ao subir na geringonça o bendito aparelho não estava completamente cheio de ar&#8230; fui informado pela funcionária que o dono do parque tinha trocado o motor daquele por outro de um brinquedo que &#8220;vende mais&#8221;. E o besta do pai aqui &#8211; junto com outros tantos &#8220;pais-imbecís/brasileiros-que-se-conformam-com-tudo&#8221; como eu nada fizeram. Nenhuma criança mal conseguia subir no escorrega. E os touros? Coitados! Estavam acabadões! Deitados sem ar! E as crianças pulando em cima deles! Se sentiam na Disney!</p>
<p>Tentei levar minha filha num último brinquedo indicado pra idade dela (em meu julgamento, claro! não haviam placas indicativas em lugar nenhum) mas não consegui devido à imensa fila que havia. Comprei um algodão-doce pra ela e já estavamos indo embora quando ela viu um brinquedo que ela gosta! Como ainda tinha um ingresso lá fomos nós. Era um &#8220;lagartão&#8221;, uma espécie de montanha-russa pra crianças abaixo de 5 anos.</p>
<p>O bendito lagartão tava tão &#8220;fraco&#8221; que não conseguia subir a ladeirinha. Precisou o rapaz que trabalha no parque ir empurrar o bendito brinquedo! E ficou lá! Empurrando a cada volta. Até passarem os 10 minutos. Fiquei com pena do funcionário do parque!</p>
<p>É este o parque que eles trazem pra Jequié pessoal! Cobram a exorbitância de 2 Reais por brinquedo. Tratam mal quem vai usar o brinquedo. Utilizam pessoal sem qualificação; Mal humorados; Brinquedos muito antigos e sem cuidado algum; Sem sequer uma pintura pra disfarçar. Uma roda-gigante caindo aos pedaços; nenhuma novidade. Aliás, no início da década de 90, vinham parques 100 vezes melhores que este.</p>
<p>E sempre é assim! Mas o jequieense come tudo calado! E engolem tudo que lhe receitam em silêncio. Sem reclamar. Por isso que nada muda nesta cidade! Somos um bando de cordeirinhos mansos que são levados de um lado pro outro sem  que nada nos aborreça.</p>
<p>Pronto! Desabafei!</p>
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		<title>Para Refletir e se Indignar</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 18:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Município de Jequié durante os meses de janeiro e fevereiro do corrente ano, teve:

 repasses Estaduais  de R$  5.560,385,00
repasses Federais de R$ 14.372.488,00


Isto tudo totalizando R$ 19.932.873,00, com média mensal de R$ 9.966.436,50. E desses repasses os mais importantes são:

 ICMS            [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Município de Jequié durante os meses de janeiro e fevereiro do corrente ano, teve:</p>
<ul>
<li> repasses Estaduais  de R$  5.560,385,00</li>
<li>repasses Federais de R$ 14.372.488,00</li>
<li></li>
</ul>
<p>Isto tudo totalizando R$ 19.932.873,00, com média mensal de R$ 9.966.436,50. E desses repasses os mais importantes são:</p>
<ul>
<li> <strong>ICMS</strong>                                       R$ 5.064.399,00</li>
<li><strong>Saúde                                        </strong>R$ 4.616.368,00</li>
<li><strong>Bolsa Família</strong>                            R$ 2.050.658,00</li>
<li><strong>Fundef</strong>                                       R$ 1.157.091,00</li>
<li><strong>FPM</strong>                                          R$ 5.415.338,00</li>
</ul>
<p>Jequié tem uma folha de pagamento mensal de R$ 3.000.000,00. Portanto ficam aqui algumas questões:</p>
<p>O que se faz com esse dinheiro todo?! Tapar buracos e pintar os paralepípados e as árvores de cal? Será que a reorganização pra pior do trânsito de nossa cidade gasta tanto dinheiro? Não importa o prefeito essa conta nunca fecha! Impressionante!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Saúde I</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Apr 2006 05:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Descaso]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>
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		<description><![CDATA[Já ví muita coisa em Jequié ná área de saúde. Já existem os estereótipos que estão na mente de todo e qualquer jequieense quer exemplos?

Aqui tem uma clínica por habitante. Abre uma por dia.
Se você for se consultar sem estar sentindo nada, sai de lá com uma receita na mão.
Nossos médicos são excelentes fazendeiros.

Levei hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já ví muita coisa em Jequié ná área de saúde. Já existem os estereótipos que estão na mente de todo e qualquer jequieense quer exemplos?</p>
<ul>
<li>Aqui tem uma clínica por habitante. Abre uma por dia.</li>
<li>Se você for se consultar sem estar sentindo nada, sai de lá com uma receita na mão.</li>
<li>Nossos médicos são excelentes fazendeiros.</li>
</ul>
<p>Levei hoje meu irmão e família hoje numa de nossas milhares de clinicas, minha sobrinha não tava legal e ele achou que tava na hora de fazer jus ao plano de saúde que ele paga com tanto sacrifício e  há tanto tempo. Chegamos lá quando o Dr. Médico &#8211; o único que achamos em 3 clínicas &#8211; já táva sentando no seu Corolla zero pra ir pra casa. Que bom que ele quando nos viu fechou o carro e entrou pra nos atender. Ponto pra ele.</p>
<p>Mas o interessante foi ele dizer que a criança estava com infecção intestinal, passar uma receita com um sorinho e um paracetamol e mandar a criança pra casa. Mas não era uma infecção intestinal? Mas isso não é grave? Bom não sei não! Isso é bem esquisito! Talvez ele estivesse com fome. Sei lá! Só espero que minha sobrinha não piore!</p>
<p>Só sei que se dependesse da nossa cidade minha filha não tava viva. Aqui não tinha nem UTI, muito menos uma UTI neo-natal. Crianças prematuras aqui não sobreviviam muito. Dizem que agora tem. Mas vamos ver né?!</p>
<p>É muito triste isso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Absurdo I</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Apr 2006 08:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Descaso]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou cursando o segundo semestre de Tecnologia de Gestão de Marketing através de EAD (ensino a distância) pela UNOPAR  (Universidade Norte do Paraná) aqui em Jequié no Colégio Social.
O curso é excelente e quero conclui-lo. Só que a grande maioria dos meus colegas parece que não está nem aí para o curso. Durante as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cursando o segundo semestre de Tecnologia de Gestão de Marketing através de EAD (ensino a distância) pela UNOPAR  (Universidade Norte do Paraná) aqui em Jequié no Colégio Social.</p>
<p>O curso é excelente e quero conclui-lo. Só que a grande maioria dos meus colegas parece que não está nem aí para o curso. Durante as aulas é uma conversa só. Muitos alí eu até sei que não vão terminar o curso mas me espanto mesmo é quando penso que estamos no segundo semestre. Como será que eles conseguiram chegar até aqui. Esse é o grande mistério.</p>
<p>Só se discutia a novela, a copa, a cor camisa do curso de marketing desse semestre, chocolates&#8230; enfim&#8230; uma verdadeira feira livre. Me sinto terrívelmente desanimado com aquilo lá&#8230;</p>
<p>Hoje um dos meus colegas perguntou se estavamos fazendo um curso técnico. Um curso técnico? A minha resposta foi outra pergunta: Como é que você chegou até aqui sem inclusive saber que tipo de curso está fazendo?</p>
<p>A resposta é óbvia: Eles não estão nem aí! Só querem o canudo pra poder dizer que estão formados. Que saudade da minha primeira turma, no primeiro semestre do ano passado, não se ouvia um nada durante as aulas&#8230;</p>
<p>Coisas de Jequié&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ponto de Vista: O Olhar Sob Um Ponto</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2006 16:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[Clima]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje eu passei a noite na casa de minha irmã Ivana.
Ela mora no mesmo bairro que eu: um lugar alto.  Penso que moramos nos morros mais altos da cidade.
De  lá, podemos ver quase toda Jequié.
Jequié é uma cidade que está numa zona de transição.
(Quiçá fosse assim também em sua política! Não vejo muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/1600/jeque.0.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/400/jeque.0.jpg" border="0" /></a></p>
<p>Hoje eu passei a noite na casa de minha irmã Ivana.<br />
Ela mora no mesmo bairro que eu: um lugar alto.  Penso que moramos nos morros mais altos da cidade.<br />
De  lá, podemos ver quase toda Jequié.<br />
Jequié é uma cidade que está numa zona de transição.<br />
(Quiçá fosse assim também em sua política! Não vejo muitas perspectivas de mudança!)<br />
Temos zonas de caatinga, mata de cipó.<br />
Também há a zona da mata. Uma delícia de lugar.<br />
Indo à Ilhéus, você passa por Jitaúna, Ipiaú&#8230; outras cidadezinhas. E percebe já a Mata Atlântica!<br />
No bairro do Mandacaru, aqui em Jequié, pode-se perceber os galhos retrucados, típicos das matas de cipó.<br />
Estamos no sertão.<br />
Poético, não é?<br />
Neste cantinho de interior da Bahia.<br />
Interior do Nordeste.<br />
Faz calor, sim, nesta cidade.<br />
Mas quando vem o inverno&#8230; Hungr! Faz frio. Sinceramente! Há pessoas que não acreditam.<br />
É curioso o clima entre a caatinga e a mata.<br />
Muito calor&#8230;<br />
Quando faz frio, faz frio (repito!).<br />
Estar na casa de minha irmã, como ia falando, significa poder refletir sobre os diferentes pontos de vista das pessoas.<br />
Num mesmo bairro. Praticamente na mesma rua, nós duas moramos.<br />
Eu vejo, de minha casa, a Matriz, as praças, a Primeira Igreja Batista e a casa onde funcionava o antigo INPS. (Isso deve ser sigla de Instituto Nacional de Providência Social, não me lembro&#8230; Hoje temos o SUS!).<br />
Vejo de lá o centro da cidade, o barulho dos carros.<br />
Tudo parece bem diferente do que é na casa de Ivana.<br />
Claro! Estamos em diferentes perspectivas: eu e minha irmã. Ou eu e eu. Quando estou em minha casa eu vejo a vida, a cidade de um jeito. Na casa de Ivana, as coisas tem outras formas. Percebo outros ângulos que antes não conseguia identificar.<br />
Eu me lembro de um fato em Alice no País das Maravilhas. Lá há um gato que vive perseguindo um ratinho. A pergunta é: você gostaria de gatos se fosse um rato?<br />
Ouvi um pensador &#8211; não me lembro quem &#8211; afirmar que o ponto de vista é sempre um olhar sob um ponto.<br />
Meu ponto de vista é e sempre será reduzido. Limitado, portanto.<br />
Talvez isso explique porque somos tão intolerantes com o outro. Por que somos tentados e pensar que somos melhores que o outro e alimentamos tanto tantos preconceitos. Os lingüísticos, os de raça, os de credo, os de posição econômica até.<br />
Estar numa cidade pobre e sofrida me permite pensar assim: preciso lutar contra mim para poder compreender o outro como ele é e aceitá-lo.<br />
As cactáceas de minha cidade de ensinam isso: ainda que a vida seja seca e difícil, posso produzir flores. Posso alimentar meu irmão e/ou ser simplesmente um referencial importante na abertura de sua visão.<br />
Que minhas percepções, certezas e concepções não me tentem a me ver maior ou melhor que eu sou.</p>
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		<title>Transito I</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Mar 2006 01:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem mora no bairro do Jequiezinho, na antiga Ladeira da Balança, nas Casas Populares ou Agarradinho tem que passar obrigatoriamente naquela praça nova &#8211; uns chamam &#8220;da Bíblia&#8221; outros &#8220;dos Crentes&#8221; e outros, como eu, nem sabem o nome daquilo ainda &#8211; onde acabaram de criar o mais inacreditavel enrosco de trânsito.
Quem aí já fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem mora no bairro do Jequiezinho, na antiga Ladeira da Balança, nas Casas Populares ou Agarradinho tem que passar obrigatoriamente naquela praça nova &#8211; uns chamam &#8220;da Bíblia&#8221; outros &#8220;dos Crentes&#8221; e outros, como eu, nem sabem o nome daquilo ainda &#8211; onde acabaram de criar o mais inacreditavel enrosco de trânsito.</p>
<p>Quem aí já fez no mínimo uma viagem a qualquer cidade de médio porte pra cima sabe que não se utiliza mais quebra-molas &#8211; alguém aí já viu um quebra-mola em Salvador ou Feira? &#8211; e que foi pra isso que inventaram os semáforos. Mas a direção do tráfego de nossa abençoada cidade, além de colocar um semáforo alí resolveu abarrotar os arredores com nada mais nada menos que 5 quebra-molas.</p>
<p>A coisa foi detalhadamente calculada para você passar por pelo menos 2 obstáculos qualquer que seja seu destino. Se você vai do centro para a Prefeitura tem que passar por 3 quebra-molas. Se vai para o Cilion, 1 quebra-mola e 2 semáforos, se for para o Aeroporto ou para o Agarradinho também passa por 3. É incrível.</p>
<p>O pior é quando se volta do Aeroporto/Agarradinho em direção ao Centro ou Jequiezinho!  Aí todos os recordes são quebrados. Primeiro você passa por um quebra-mola em frente a Fiat, depois tem agora uma novidade maravilhosa: um desvio que te faz ter que virar a direita, passar por um segundo quebra-mola numa travessa &#8211; veja bem, uma travessa de uns 50 metros tem um quebra-mola &#8211; virar a direita novamente, na Ladeira da Balança, como quem vai para a Prefeitura por mais uns 30 metros e aí fazer o contorno para voltar para o Centro e então passar por um terceiro quebra-molas e depois de mais uns 40 metros, &#8211; adivinhe? &#8211; outro quebra-molas, o quarto, e pra finalizar com chave de ouro temos mais um semáforo. Não é uma maravilha para quem está com pressa?</p>
<p>Será que o sujeito que pensou isto tudo é formado em engenharia de tráfego? Será que dirige? Será que mora em Jequié? Provavelmente a resposta para as 3 perguntas é não!</p>
<p>Sabemos que a intenção foi diminuir o nível de acidentes nas redondezas que realmente era alto e caiu &#8211; claro, fazer este percurso acima andando fica mais rápido que de carro &#8211; mas tenho certeza que qualquer pessoa que dirige e mora por aqui faria 1000 vezes melhor.</p>
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		<title>Aí vem o Governador</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Mar 2006 17:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joe Edman</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma coisa muito interessante aqui é que você sabe quando é que alguém importante está vindo visitar nossa cidade. Basta prestar atenção aos trabalhadores da prefeitura pintando os meio-fios e as árvores. Se você olha para as ruas e vê tudo pintadinho e branquinho então é batata! Com certeza está vindo aí um governador, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa muito interessante aqui é que você sabe quando é que alguém importante está vindo visitar nossa cidade. Basta prestar atenção aos trabalhadores da prefeitura pintando os meio-fios e as árvores. Se você olha para as ruas e vê tudo pintadinho e branquinho então é batata! Com certeza está vindo aí um governador, um senador, um artista de novela ou mesmo o próprio Presidente (é raro mas já vieram 2).</p>
<p>O que nos resta fazer é torcer para que alguma destas figuras nos visite pelo menos mensalmente. Assim teremos sempre nossa cidade sempre bem maquiada. Porque do contrário&#8230;</p>
<p>É uma pena! Pintar a cidade deve custar tão barato para uma prefeitura que arrecada tão bem quanto a nossa! Falando nisso&#8230; pra onde vai tanto dinheiro ein? Mas isso é assunto para outro post!</p>
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