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	<title>Jequié - Cidade Sombra &#187; Socialismo</title>
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	<description>Jequié precisa de uma revolução de idéias pra  sair  do fundo do poço em que ela se encontra... até lá, nossa ex-Cidade Sol agora é Cidade Sombra!</description>
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		<title>Imprensa e Julgamento de Valor</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jun 2006 18:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>

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Ainda estava numa das minhas licenciaturas quando começamos a pensar sobre a diferença entre lixo informativo e notícias de valor para o bem comum.
Claro que é necessário que se tenha uma certa tolerância quanto aos equívocos e muitos erros de português que cometem as pessoas ligadas à imprensa escrita e falada daqui de Jequié: estamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/1600/imprensa.0.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/320/imprensa.0.jpg" border="0" /></a></p>
<p>Ainda estava numa das minhas licenciaturas quando começamos a pensar sobre a diferença entre lixo informativo e notícias de valor para o bem comum.<br />
Claro que é necessário que se tenha uma certa tolerância quanto aos equívocos e muitos erros de português que cometem as pessoas ligadas à imprensa escrita e falada daqui de Jequié: estamos quase no fim do mundo, numa cidade pobre do interior da Bahia. Nordeste. Brasil. Sul da América.<br />
Podemos ser medíocres e falar ou escrever mal? Até que sim. Temos nosso contexto. Embora a academia grite que não é admissível que o profissional da língua erre tanto.<br />
Mas o que não me permite continuar calada é o julgamento de valor realizado em minha cidade como se o locutor, o repórter, o comentarista da imprensa possuísse amplo conhecimento e vasta leitura acerca dos diferentes fatos ocorridos. Ou dos que nem sequer ocorreram. Isso, não, minha gente! Não posso tolerar!<br />
Dia desses resolvi ouvir um pouco de uma de nossas FM&#8217;s daqui. Era um programa &#8216;jornalístico&#8217;. E o locutor falou que Fidel Castro havia afirmado que Cuba seria o lugar mais seguro do mundo para se morar. O locutor falou e riu. Em plenas gargalhadas. Uma coisa deplorável.<br />
Estamos num País dito democrático. Penso que podemos questionar uma democracia em que se fala o que se quer &#8211; tem-se plena liberdade de expressão &#8211; mas não se tem um povo devidamente alfabetizado e educado.<br />
Democracia sem educação não é democracia.<br />
Além do mais, mesmo não sendo do ramo do jornalismo eu imagino que deva haver por lá, por sua legislação, algo ligado à Ética. Esta, necessária em qualquer espaço humano.<br />
Pois bem. Também deve haver por lá algo próximo da tão famosa neutralidade. Se não, que seja obrigatório!<br />
<a href="http://www.piratininga.org.br/entrevistas/guareschi-apapalvra.html">Pedrinho Guareschi</a> já havia se pronunciado sobre o assunto em seu livro Sociologia Crítica (vale a pena dar uma lida!).<br />
Tudo bem que ser neutro é humanamente impossível. Nunca estamos isentos de gostar ou não gostar de branco.<br />
A risada grotesca daquele jornalista de quem nem sei o nome &#8211; e pretendo não saber mesmo pois detesto ter raiva das pessoas &#8211; ainda soa desgraçadamente em meus ouvidos.</p>
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		<title>Ponto de Vista: O Olhar Sob Um Ponto</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2006 16:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ieda Sampaio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
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		<description><![CDATA[
Hoje eu passei a noite na casa de minha irmã Ivana.
Ela mora no mesmo bairro que eu: um lugar alto.  Penso que moramos nos morros mais altos da cidade.
De  lá, podemos ver quase toda Jequié.
Jequié é uma cidade que está numa zona de transição.
(Quiçá fosse assim também em sua política! Não vejo muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/1600/jeque.0.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/3355/1573/400/jeque.0.jpg" border="0" /></a></p>
<p>Hoje eu passei a noite na casa de minha irmã Ivana.<br />
Ela mora no mesmo bairro que eu: um lugar alto.  Penso que moramos nos morros mais altos da cidade.<br />
De  lá, podemos ver quase toda Jequié.<br />
Jequié é uma cidade que está numa zona de transição.<br />
(Quiçá fosse assim também em sua política! Não vejo muitas perspectivas de mudança!)<br />
Temos zonas de caatinga, mata de cipó.<br />
Também há a zona da mata. Uma delícia de lugar.<br />
Indo à Ilhéus, você passa por Jitaúna, Ipiaú&#8230; outras cidadezinhas. E percebe já a Mata Atlântica!<br />
No bairro do Mandacaru, aqui em Jequié, pode-se perceber os galhos retrucados, típicos das matas de cipó.<br />
Estamos no sertão.<br />
Poético, não é?<br />
Neste cantinho de interior da Bahia.<br />
Interior do Nordeste.<br />
Faz calor, sim, nesta cidade.<br />
Mas quando vem o inverno&#8230; Hungr! Faz frio. Sinceramente! Há pessoas que não acreditam.<br />
É curioso o clima entre a caatinga e a mata.<br />
Muito calor&#8230;<br />
Quando faz frio, faz frio (repito!).<br />
Estar na casa de minha irmã, como ia falando, significa poder refletir sobre os diferentes pontos de vista das pessoas.<br />
Num mesmo bairro. Praticamente na mesma rua, nós duas moramos.<br />
Eu vejo, de minha casa, a Matriz, as praças, a Primeira Igreja Batista e a casa onde funcionava o antigo INPS. (Isso deve ser sigla de Instituto Nacional de Providência Social, não me lembro&#8230; Hoje temos o SUS!).<br />
Vejo de lá o centro da cidade, o barulho dos carros.<br />
Tudo parece bem diferente do que é na casa de Ivana.<br />
Claro! Estamos em diferentes perspectivas: eu e minha irmã. Ou eu e eu. Quando estou em minha casa eu vejo a vida, a cidade de um jeito. Na casa de Ivana, as coisas tem outras formas. Percebo outros ângulos que antes não conseguia identificar.<br />
Eu me lembro de um fato em Alice no País das Maravilhas. Lá há um gato que vive perseguindo um ratinho. A pergunta é: você gostaria de gatos se fosse um rato?<br />
Ouvi um pensador &#8211; não me lembro quem &#8211; afirmar que o ponto de vista é sempre um olhar sob um ponto.<br />
Meu ponto de vista é e sempre será reduzido. Limitado, portanto.<br />
Talvez isso explique porque somos tão intolerantes com o outro. Por que somos tentados e pensar que somos melhores que o outro e alimentamos tanto tantos preconceitos. Os lingüísticos, os de raça, os de credo, os de posição econômica até.<br />
Estar numa cidade pobre e sofrida me permite pensar assim: preciso lutar contra mim para poder compreender o outro como ele é e aceitá-lo.<br />
As cactáceas de minha cidade de ensinam isso: ainda que a vida seja seca e difícil, posso produzir flores. Posso alimentar meu irmão e/ou ser simplesmente um referencial importante na abertura de sua visão.<br />
Que minhas percepções, certezas e concepções não me tentem a me ver maior ou melhor que eu sou.</p>
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